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Manaus volta ao roteiro dos grandes festivais de jazz

Palco de concertos icônicos, o centenário Teatro Amazonas, em Manaus (AM), volta a figurar no roteiro dos grandes eventos internacionais de jazz, de 21 a 29 de março de 2020, com o retorno do Festival Amazonas Jazz (FAJ) ao calendário cultural do Estado.

Para a edição que marca o aniversário de 10 anos do evento, foram preparadas mais de 15 apresentações reunindo a nata da música instrumental brasileira com a elite do jazz mundial.

No line-up, destacam-se músicos que nunca se apresentaram no Brasil, como o trompetista norte-americano Keyon Harrold, um dos mais badalados do mundo, com composições que revelam sua sólida formação em jazz, conjugando com vertentes do funk, do afrobeat e do R&B. Inclusive, o instrumentista já tocou com estrelas mundialmente conhecidas como Snoop Dogg, Jay-Z, Eminem, Beyoncé e Rihanna, para citar apenas algumas.

Além dele, a programação inclui Ed Sarath, Randy Brecker, Jeff “Tain” Watts e John Fedchock NY Sextet, dos Estados Unidos; Frode Gjerstad, da Noruega; e Marcelo Coelho, Trio Corrente, Bruno Mangueira, Amilton Godoy Trio & Gabriel Grossi, do Brasil, entre outros.

A 10ª edição do Festival Amazonas Jazz também celebrará os 20 anos da grande anfitriã do evento, a Amazonas Band, responsável por receber grandes nomes nacionais e internacionais da cena jazzística em apresentações icônicas na capital amazonense.

“A Amazonas Band tem contribuído para consolidar o gosto pelo gênero e gerar um legado artístico que hoje se constitui num patrimônio cultural do Estado”, destaca o regente titular da orquestra e diretor artístico do FAJ, Rui Carvalho.

Concertos no Teatro –Situado no coração da Amazônia e listado neste ano pelo site da revista “Vogue” como uma das 15 casas de ópera mais bonitas do planeta, o Teatro Amazonas carrega consigo não apenas uma memória histórica da época áurea do ciclo da borracha. Ele é também um dos mais importantes palcos do Brasil e do mundo e está estritamente enraizado no hábito cultural da cidade.

Durante o Festival Amazonas Jazz, dois concertos por noite prometem lotar o salão de espetáculos que tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e três pavimentos de camarotes.

A abertura trará uma composição do norte-americano Ed Sarath, “Rites of Passage”, que estreou no FAJ em 2008 e retorna em 2020 para homenagear os 10 anos do evento. Sarath estará no palco tocando flugelhorn, juntamente com o saxofonista brasileiro Marcelo Coelho em participações especiais com a Amazonas Band, sob regência de Rui Carvalho.

Além da música, o espetáculo inclui uma coreografia baseada em um ritual indígena da etnia Ticuna, que será apresentada pelo Corpo de Dança do Amazonas. A concepção é de Rui Moreira, coreógrafo convidado especialmente para o festival.

Encerramento –E, claro, a última noite também será especial, trazendo o trompetista, flugelhornista e compositor, Ronald “Randy” Brecker, um dos mais influentes músicos de jazz dos últimos 40 anos, e Leila Pinheiro, intérprete, compositora e pianista de primeira linha da música popular brasileira.  

Os ingressos para Festival Amazonas Jazz já estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas e no site Bilheteria Digital (www.bilheteriadigital.com) por valores que variam de R$ 20 a R$ 80.

Jazz no rio Negro – Além de concertos no exuberante teatro, o festival aproveitará o que a Amazônia oferece de melhor: aos fins de tarde serão realizadas apresentações gratuitas no Abaré SUP And Food, um restaurante flutuante situado no Lago Tarumã, afluente do Rio Negro.

Quem não conhece o Amazonas pode até estranhar, mas as casas flutuantes são extremamente comuns no Estado. As moradias, construídas em sua maioria de madeira, acompanham a enchente e vazante dos rios e para aproveitar o cenário turístico, muitos apostaram nos restaurantes e bares flutuantes, que se tornaram opções de lazer para locais e turistas, que se divertem com banhos no rio, boa gastronomia e a vista do pôr do sol amazônico.

A proposta é descentralizar o festival, deixando-o com a “cara” da Amazônia, bem como atrair os olhares dos visitantes, conforme explicou o secretário estadual de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, durante o lançamento do evento, em julho deste ano.

“Promoveremos o encontro da música com a natureza, ‘conversando’ com o conceito de sustentabilidade, que está presente nesta edição do festival. É um projeto totalmente descentralizado, que trabalhará a cultura de forma mais ampla e aproximará o jazz do cidadão. Com esse planejamento estratégico, iniciado com bastante antecedência, conseguiremos agregar também o potencial turístico ao festival, movimentando a economia do Estado”, disse.

Além do restaurante flutuante, bares, casas noturnas e outros espaços gastronômicos da capital receberão apresentações durante os dias de FAJ. Também será criada a Casa do Jazz, em um prédio histórico localizado ao lado do Teatro Amazonas, onde acontecerão exposição fotográfica, exibição de filmes de jazz e shows musicais.

Programação acadêmica –Desde sua primeira edição em 2006, o Festival Amazonas Jazz vem se pautando pela excelência da sua programação. Se por um lado o evento passou a atrair uma plateia ávida de espetáculos de jazz, por outro, contribuiu para a formação de estudantes de música, operadores de áudio e técnicos em manutenção e reparo de instrumentos musicais, ampliando seu alcance.

Em 2020, não será diferente. O festival terá workshops, palestras e masterclasses gratuitos, e totalmente abertos à comunidade. Serão mais de 30 opções, com conteúdos que vão de economia criativa à bateria, iluminação e sonorização para transmissão digital.

Até o momento, os espaços confirmados para receber a programação acadêmica são o Palácio da Justiça e o Teatro da Instalação, ambos localizados no Centro Histórico de Manaus. Em breve, toda a grade de atividades e o link para inscrição serão disponibilizados no site oficial do evento: www.festivalamazonasjazz.com.br.

Novos talentos – O Festival Amazonas Jazz ainda ajudará a revelar os novos talentos da música local com a realização do Concurso Jovem Instrumentista, que terá premiação em dinheiro.

As inscrições para a disputa ocorreram entre julho e setembro deste ano e mobilizaram dezenas de candidatos. Destes, 14 passaram para a semifinal, cujas audições estão marcadas para ocorrer entre os dias 16 e 19 de março. A grande final será no palco do Teatro Amazonas, no dia 24 de março, durante o FAJ.

“O objetivo é incentivar a nova geração de instrumentistas amazonenses, possibilitar o contato com artistas de renome e proporcionar o aprimoramento técnico e artístico de suas carreiras”, explica Rui Carvalho.

One Response to Manaus volta ao roteiro dos grandes festivais de jazz

  1. MARCO PINHEIRO

    iMPERDIVEL !!!
    Excelência da música no esplendor da arquitetura.
    Fina composição, mentes brilhantes, um banquete sensorial sem dúvida.
    Acredito plenamente na democratização da cultura, e só a cultura assim como os anjos (parafraseando Jorge Mautner) “que com suas trombetas derrubariam as muralhas de Jericó” !!!
    E ainda surfando nessa onda contagiante, nessa tsunami que promete elevar o maior rio da maior floresta do mundo, já me imagino vivendo a saga de Klaus Kinski no filme “Fitzcarraldo” do Diretor Werner Herzog, homem obcecado por ópera que deseja encenar uma apresentação na selva !
    Já estou me organizando para esse evento, desejo ampliar minha experiência após 17 edições do Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras e alguns em Paraty, ambos no Rio de Janeiro minha cidade natal.
    Pela incomensuravel influência de “Fitzcarraldo”, arquiteto, o Jazz é a minha música e ter nascido no dia 26 de março de 1960.
    Para vocês : POSITIVE VIBRATIONS

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