Dia do Museólogo

Hoje dia 18 de dezembro, comemora-se o Dia do Museólogo. Mas o que afinal desenvolve esse profissional? O profissional dessa área se dedica à preservação, proteção e comunicação do patrimônio cultural de um povo, sendo seu campo de trabalho, museus, centros de memórias e documentação, zoológicos e espaços de memórias.


O primeiro curso voltado para a profissão foi criado em 2 de agosto de 1922, devido a criação do Museu Histórico Nacional na mesma data. O curso técnico que tinha duração de dois anos, e suas disciplinas práticas eram aplicadas no Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional, e também no Museu Histórico Nacional, criado no mesmo ano. Devido a sua dinâmica o curso findou um ano após sua criação. Porém, em 1932, fora criado um novo Curso de Museus, idealizado por Gustavo Barroso e direção do Museu Histórico Nacional, sendo legitimado pelo Decreto nº 21.129, de 7 de março de 1932. Em 1951, com o convênio Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o curso técnico de Museus passa a ser de graduação, sendo transferido em 1979 para uma unidade de ensino, pesquisa e extensão, a Federação das Escolas Federais Isoladas do Rio de Janeiro (FEFIERJ), hoje Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), passando a se chamar curso de Museologia. Hoje há 16 cursos de Museologia no Brasil, seja ele Técnico, Graduação, Pós-Graduação.


A profissão, que fora regulamentada pela Lei nº 7.287, de 18 de dezembro de 1984, tem como atribuições ensinar, planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar os museus, as exposições de caráter educativo e cultural, os serviços educativos e atividades culturais dos museus e de instituições afins; solicitar o tombamento de bens culturais e o seu registro em instrumento, específico; coletar, conservar, preservar e divulgar o acervo museológico; planejar e executar serviços de identificação, classificação e cadastramento de bens culturais; promover estudos e pesquisas sobre acervos museológicos, definir o espaço museológico adequado à apresentação e guarda das coleções; entre outras funções. “Eu, que sou museóloga há 10 anos, posso dizer que, a minha profissão, está em um constante devir, traz consigo grandes desafios, dentre realidades distintas, de culturas diversas. Permeamos por tempos, espaços, lugares e pessoas. Fazemos uma tradução e uma provocação por meio do bem material e imaterial produzido por uma pessoa, uma sociedade ou não. Somos guardiões daquilo que comprovam nossa passagem por este mundo”.


Marcella Monteiro Borel, museóloga da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais, do Município de Blumenau (Santa Catarina).

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