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Condutores culturais do Teatro Amazonas fazem treinamento para realizar visitas com audiodescrição

Objetivo é ampliar o acesso de pessoas com deficiência visual ao patrimônio histórico

FOTOS: Michael Dantas/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Os condutores culturais do Teatro Amazonas, responsáveis pelas visitas mediadas ao espaço, receberam, na quinta-feira (23/09), treinamento para realizar visitas com audiodescrição, a fim de ampliar o acesso de pessoas com deficiência visual ao patrimônio histórico. O curso foi ministrado pela audiodescritora Sandra Amazonas, profissional responsável pela audiodescrição dos espetáculos que ocorrem nos espaços administrados pelo Governo do Amazonas, por meio Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Marssicleia Brito, da Assessoria de Inclusão da Pessoa com Deficiência da secretaria, destacou que a ação visa melhor atender a esse público. “A intenção é que durante a visita, o condutor cultural esteja ainda mais preparado para descrever, de uma forma mais específica e direcionada à pessoa cega, as definições e estrutura do teatro, em relação a pintura, as obras, os objetos e tudo que o envolve”, afirmou.

Sandra Amazonas ressaltou a importância da compreensão da pessoa com deficiência visual nas visitas turísticas. “O Teatro é muito rico em detalhes e, para quem não enxerga, quanto mais detalhes na audiodescrição, melhor. A inclusão é tudo, porque sem a inclusão o deficiente fica perdido, não consegue compreender o todo. É claro que ainda há muito a melhorar, mas nos nossos espaços nós estamos procurando aperfeiçoar o máximo”, disse.

A condutora cultural Maria Clara, que participou do treinamento, comentou que é necessário um ambiente cultural ser acessível para todos.

“É muito importante que o Teatro Amazonas, como cartão-postal da nossa cidade, tenha essa acessibilidade para que nós consigamos atender os mais variados públicos. Eu, como condutora, penso na enorme importância que esse treinamento tem, nós precisamos trabalhar esse quesito da inclusão para que nós possamos, cada vez mais, oferecer cultura a todos os públicos”.

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